CIRURGIA OFTALMOLÓGICA
Saiba mais sobre a cirurgia de dacriocistorrinostomia, qual é a sua função, principais indicações e por que fazê-la com a Dra. Fernanda Zorzin!
A dacriocistorrinostomia, também conhecida como DCR, é um procedimento cirúrgico realizado para corrigir obstruções nas vias lacrimais. Sua função é criar um novo caminho de drenagem para que a lágrima consiga passar do saco lacrimal para a cavidade nasal, contornando a região onde existe o bloqueio.
Quando esse escoamento não acontece de forma adequada, a lágrima pode ficar acumulada, provocando sintomas como lacrimejamento frequente, secreção, irritação ocular e episódios de infecção. Nesses casos, a dacriocistorrinostomia pode ser indicada para pacientes com sintomas persistentes relacionados à obstrução da via lacrimal.
A cirurgia de dacriocistorrinostomia pode ser recomendada para pacientes com obstrução do canal lacrimal, lacrimejamento excessivo, secreção recorrente, infecções repetidas no saco lacrimal ou dacriocistite associada à dificuldade de drenagem das lágrimas.
De modo geral, o procedimento é considerado quando o bloqueio é persistente e os sintomas começam a interferir no conforto e na rotina do paciente. Também pode ser uma alternativa quando as medidas clínicas não são suficientes para resolver a causa do problema. Para saber mais sobre a condição que pode levar à indicação cirúrgica, acesse a página sobre obstrução do canal lacrimal.
A dacriocistorrinostomia pode ser feita por diferentes abordagens, definidas conforme a avaliação médica e as particularidades de cada caso. Entre as técnicas mais utilizadas estão a dacriocistorrinostomia externa e a dacriocistorrinostomia endonasal ou endoscópica.
Na técnica externa, o acesso geralmente é realizado por uma pequena incisão próxima à lateral do nariz, permitindo a criação da nova rota de drenagem. Já na abordagem endonasal, o procedimento é feito pelo interior do nariz, com o auxílio de instrumentos específicos. Em alguns casos, pode ser colocado um tubo de silicone temporário para auxiliar na manutenção da nova passagem durante o processo de cicatrização.
A definição da técnica leva em conta fatores como o ponto da obstrução, a anatomia das vias lacrimais, o histórico do paciente e a conduta mais adequada para cada situação.
A avaliação especializada é recomendada quando há lacrimejamento contínuo, sensação de olho constantemente úmido, secreção recorrente ou episódios de inflamação e infecção no canto interno do olho. Esses sinais podem estar relacionados a uma dificuldade no escoamento das lágrimas e precisam ser investigados.
A indicação da cirurgia não deve ser feita apenas com base no lacrimejamento. Antes de definir a conduta, é necessário confirmar se existe obstrução da via lacrimal e identificar em qual região ela ocorre. A consulta com especialista em Via Lacrimal ajuda a diferenciar esse quadro de outras causas de irritação, secreção ou excesso de lágrimas.
O preparo para a dacriocistorrinostomia começa com uma avaliação oftalmológica detalhada. Nessa consulta, são analisados os sintomas, o histórico de saúde, o uso de medicamentos e os exames necessários para confirmar se a cirurgia é realmente indicada.
Também é importante informar alergias, cirurgias anteriores, uso de anticoagulantes, colírios e qualquer condição de saúde relevante. A partir dessa avaliação, o paciente recebe orientações sobre medicações, jejum quando necessário, cuidados no dia do procedimento e organização da rotina para o período de recuperação.
Medicamentos não devem ser suspensos por conta própria. Qualquer ajuste precisa ser feito apenas com orientação médica.
A recuperação após a dacriocistorrinostomia pode variar de acordo com a técnica utilizada e com a resposta individual de cada paciente. Nos primeiros dias, é possível haver inchaço, sensibilidade local, pequeno sangramento nasal ou desconforto na região tratada. Esses sinais devem ser acompanhados pela equipe médica e costumam melhorar de forma gradual.
No pós-operatório, é importante seguir corretamente as orientações recebidas, utilizar as medicações prescritas, evitar esforços durante o período indicado e comparecer às consultas de retorno. Quando há colocação de tubo de silicone, ele permanece por um tempo determinado e é retirado posteriormente em consulta, conforme a evolução do caso.
O acompanhamento faz parte do tratamento, pois permite avaliar a cicatrização, observar a evolução da nova drenagem e orientar cada etapa da recuperação.
A Dra. Fernanda Zorzin é oftalmologista com atuação em Plástica Ocular e Via Lacrimal, com foco em avaliação cuidadosa, atenção aos detalhes e condução individualizada. O atendimento busca compreender a causa do lacrimejamento, da obstrução ou dos episódios de infecção, para indicar a abordagem mais adequada para cada caso.
Além da experiência na região dos olhos e das vias lacrimais, o acompanhamento próximo e as orientações claras em todas as etapas ajudam a trazer mais segurança desde a consulta até o pós-operatório.
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